Grafología – Documentoscopia, 3 casos en la Historia.

En este documento realizado   por Afonso Henrique Maça Sousa,  périto judicial y  consultor grafoanalítico  en Oporto, Portugal. Tiene el placer de compartir la noticia sonada y curiosa de tres casos distintos,  en la historia de la grafología internacional.

El primero, fue  la Donación de Constantino que durante la Edad Media, la donación fue ampliamente aceptada como auténtica.No fue hasta mediados del siglo XV, con el renacimiento que, empezó a darse cuenta de que el documento no podía ser genuino.

El segundo, caso sonado e injusto que tuvo como origen un error judicial sobre un trasfondo de espionaje y antisemitismo, en el que la víctima fue el capitán Alfred Dreyfus 1859- 1935, de origen judío- alsaciano.

El tercer caso,  fueron los supuestos auténticos diarios de Hitler.

Três casos famosos de falsificações

  1. Constitutum Donatio Constantini
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Documento extraído da internet

Em 476, o Império Romano do Ocidente caiu, devido às invasões bárbaras na Europa . Este acontecimento enfraquecera a religião cristã face às pagãs.

Cerca de um século, depois da morte de Constantino (272-337) e com o objetivo de fortalecer o Cristianismo, foi forjado um documento por um elemento do alto clero, nunca identificado.

Tratava-se de uma suposta “Doação” de Constantino ao Papa Silvestre I, onde o imperador confessava a sua fé e declarava ter sido curado da lepra por intercessão do Papa.

Em 1433, o imperador Oto III duvidou da sua autenticidade. Porém, foi Lorenzo Valla (1407-1457), escritor e filósofo italiano, que publicou um panfleto onde provou a falsidade do documento. Entre os elementos da prova constavam:

  • a natureza do testamento que não correspondia aos da época de Constantino,
  • a presença de erros linguísticos,
  • a utilização de helenismos e de barbarismos em desuso na época de Constantino
  • a incongruência temporal do termo “sátrapa” (expressão de natureza oriental) para se referir aos elementos do Senado Romano,
  • a menção de Constantinopla como cidade cristã que na época de Constantiniana não estava cristianizada.

Até ao século XV, a “Doação” foi considerada autêntica e serviu para justificar o domínio temporal dos Papas sobre os territórios do império Romano do Ocidente, mas, até a própria Igreja reconheceu a falsidade do documento.

  1. L`Affaire Dreyfus
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Extraído da internet (http://fr.wikisource.org/wiki/)

Em 1894, Madame Bastian, espia dos serviços secretos franceses, trabalhava como empregada doméstica na embaixada alemã, em Paris. Enquanto procedia à remoção do lixo no cesto dos papéis, encontrou pedaços de uma carta anónima (lebordereau), com informações importantes sobre o exército francês. Madame Bastian entregou os fragmentos descobertos aos serviços secretos franceses. O Ministério da Guerra contratou Paty De Clam e o coronel D`Aboville,  grafólogos amadores, para que averiguassem a autoria da missiva.

Alfred Dreyfus, oficial do exército francês, de origem judaica, foi considerado o principal suspeito e condenado a prisão perpétua.

Três anos mais tarde, o irmão de Dreyfus soube que o verdadeiro autor foi Charles Esterhazy, oficial do estado-maior do exército. Ocorreu um segundo julgamento, mas a sentença não foi alterada. Em 13 de janeiro de 1898, Émile Zola, escandalizado com a injustiça, escreveu uma carta aberta, intitulada J`Acuse, ao presidente da república, publicada no jornal republicano L`Aurore. A polémica foi enorme  e dividiu a França entre sionistas e antissemitas.

Em 1906, uma perícia estatístico-grafológica, realizada pelo matemático Henri Poincaré, atribuiu a autoria da carta a Esterhazy. Este, protegido pelas cúpulas militares, não pagou, devidamente, pela sua traição ao exército.

Dreyfus foi inocentado, mas nunca foi restabelecido totalmente na sua carreira militar

  1. Hitler-Tagebücher
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Extraído da internet (http://www.burbuja.info/)

A revista alemã Der Stern por intermédio de Heidemann comprou, por 10 milhões de marcos, vários volumes de supostos diários secretos de Hitler que teriam sido recuperados entre os destroços de um avião, num acidente aéreo em Börnersdorf e que cobriam o período entre 1932 e 1945.

Com a compra deste importante achado, Heidemann julgava conseguir uma grande fortuna. Para o efeito, solicitou a opinião de historiadores Hugh Trever-Roper e   Gerhard L. Weinberg, espertos em História da Segunda Guerra Mundial, que, num exame superficial,  consideraram os documentos autênticos.

Vários meios de comunicação colocaram muitas reservas à autenticidade dos “Diários” (62 volumes), uma vez que Hitler era pouco dado à escrita e, nos últimos anos, tremia muito.

Em 1983, Der Stern publicou alguns extratos dos documentos adquiridos e revelou a história da descoberta que despertou um enorme interesse nos principais meios de comunicação internacionais.

Weinberg pediu à Stern que fosse realizada uma perícia forense aos supostos “Diários”. Um grupo de especialistas do Arquivo Federal, do Serviço Federal de Investigações e do Departamento de Análise de Materiais verificaram que o papel, a tinta, a cola e a capa de encadernação em que os documentos estavam impressos foram fabricados em data posterior à morte de Hitler. O grafólogo estadunidense, Charles Hamilton, também concluiu que se tratava de uma falsificação grosseira. O autor dos “Diários” baseou-se no livro “Hitler: Discursos e Proclamações 1832-1945”,de Max Domarus, e transmitiu uma imagem benévola de Hitler que contradizia a realidade manifesta nos crimes cometidos pelo ditador.

Descoberta a fraude, Konrad Kujau, especialista em falsificações, confessou a autoria dos “Diários” e foi condenado a quatro anos e meio de prisão, juntamente com o periodista Heidemann.

Afonso Henrique Maça Sousa

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